Na manhã desta sexta-feira, 16 de março, um episódio inquietante marcou o cotidiano do deputado Luiz Paulo (PSD). Ele se dirigia à Casa da Moeda, em Santa Cruz, para participar de uma cerimônia que celebraria os 90 anos do salário mínimo, evento que contaria com a presença do presidente Lula (PT). Porém, a expectativa do parlamentar se transformou em um pesadelo ao ser surpreendido por uma abordagem violenta.
Por volta das 7h, Luiz Paulo deixou sua casa no Humaitá, acomodado em um Hyundai Creta locado, acompanhado por um motorista. Em uma rotina aparentemente comum, cerca de 15 minutos depois, enquanto transitava pela subida do Viaduto do Gasômetro, uma cena digna de filme de ação se desenrolou diante dele. Um outro Creta interceptou seu veículo, enquanto um Corolla o bloqueou lateralmente.
O que parecia uma abordagem policial se revelou um ato de criminalidade pura. Seis homens, armados e com roupas pretas ostentando a inscrição “Polícia Civil”, desceram dos carros. O deputado, inicialmente tomado pela confusão, permaneceu dentro do veículo, acreditando que tudo não passava de uma operação de segurança. Contudo, a realidade brutal logo se fez presente quando os criminosos começaram a gritar: “Sai do carro, coroa, p*rra!”.
“Parecia um assalto de cinema”, desabafou Luiz Paulo, chocado com a cena. “Todos de touca ninja, roupa preta e até com o nome da Civil. Às 7h15 da manhã, com motoristas ao redor testemunhando tudo.” O deputado viu seu celular, deixado no console, e um blazer que estava no banco de trás levados pelos assaltantes. Seu motorista, impotente, também teve seus pertences subtraídos.
Ironicamente, a ausência de segurança pessoal foi um fator crucial naquela manhã. Luiz Paulo revelou que não costumava andar com escolta, o que pode ter evitado um desfecho mais trágico. “Se eu estivesse acompanhado, o cenário poderia ter sido muito diferente. Eles não atiraram em nós, e isso, de certa forma, foi uma bênção”, comentou, aliviado por escapar ileso, mas claramente abalado pela experiência traumática.
Após o assalto, a dupla dirigiu-se à 17° DP, em São Cristóvão, para registrar o boletim de ocorrência. O incidente, além do susto, levanta questões sobre a segurança pública e a vulnerabilidade de figuras públicas em um Estado que luta contra a criminalidade. Mais um lembrete de que a violência, muitas vezes, não respeita nem mesmo aqueles que ocupam cargos de relevância na sociedade.











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