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JUSTIÇA DE RIO POMBA CONDENOU QUATRO PESSOAS POR INTEGRAR ESQUEMA DO CRIME ORGANIZADO NO RJ, SP E MG

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Quatro pessoas foram condenadas pela Justiça por integrar uma organização criminosa responsável por tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e atuação em núcleos organizados em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A decisão foi tomada pela Vara Única da Comarca de Rio Pomba no dia 5 de abril, resultado das investigações da operação Sideways.
Essa operação, comandada pelo Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Juiz de Fora junto com a Promotoria de Justiça de Rio Pomba, contou com apoio de policiais militares e civis de Minas Gerais, além de equipes dos Gaecos e policiais de Campinas, Sorocaba e Rio de Janeiro.
Segundo apurado, o grupo estava ativo desde pelo menos 2019, com cada integrante desempenhando funções específicas. Um dos condenados liderava o núcleo em Cabreúva e Jundiaí, em São Paulo, coordenando o fornecimento de drogas e insumos para o núcleo em Minas, com base principal em Visconde do Rio Branco e Rio Pomba.
Outro réu ficava responsável pela parte financeira e logística, movimentando milhões de reais oriundos do tráfico e cuidando do transporte das drogas e dos químicos usados no refino. As duas mulheres envolvidas atuavam como intermediárias para a lavagem de dinheiro, usando contas bancárias e empresas de fachada para esconder o patrimônio obtido de maneira ilícita.
Para montar esse caso, foram usadas interceptações telefônicas, quebras de sigilos bancário e telemático, relatórios financeiros e laudos periciais que mostraram a atuação conjunta do grupo e a movimentação de grandes quantias sem origem legal.
A Justiça rejeitou as defesas apresentadas e confirmou as condenações, considerando a prática contínua dos crimes e a estrutura da organização. Os homens pegaram penas de 79 e 66 anos de prisão, e as mulheres 21 anos cada. Todos terão que pagar multas e começar a cumprir a pena em regime fechado.
Na sentença, o juiz destacou a gravidade dos crimes, o alto nível de organização e o impacto social negativo do tráfico e da lavagem de dinheiro. O Ministério Público ressaltou a importância de ações eficazes contra essas quadrilhas, especialmente usando a asfixia patrimonial para enfraquecer o crime organizado.

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