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Lei amplia apoio a vítimas de violência com foco em educação

Minas amplia política de proteção e incentiva acesso de vítimas de violência à universidade
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Nova lei inclui educação, empregabilidade e geração de renda entre as ações voltadas ao atendimento de mulheres em situação de violência

Mulheres vítimas de violência doméstica em Minas Gerais passarão a contar com novas medidas voltadas à educação e à autonomia financeira. A mudança foi oficializada nesta terça-feira (9), com a entrada em vigor da Lei 25.917, que altera a política estadual de atendimento às mulheres em situação de violência. A norma amplia o alcance das ações já existentes e prevê iniciativas para facilitar o acesso ao ensino superior, à qualificação profissional e ao mercado de trabalho.

A nova legislação modifica a lei estadual que trata do atendimento às vítimas desde 2016. Com a atualização, o Estado passa a incluir entre suas diretrizes o incentivo à formação educacional e profissional como estratégia para fortalecer a independência financeira de mulheres que enfrentam ou enfrentaram situações de violência doméstica.

A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e posteriormente sancionada pelo governador Mateus Simões.

Educação passa a integrar política de enfrentamento à violência

Além de ampliar as diretrizes da política estadual, a lei determina que sejam desenvolvidos programas voltados ao acesso e à permanência de mulheres vítimas de violência nas universidades estaduais mineiras.

A inclusão dessa medida representa uma mudança no foco da política pública. Até então, as ações eram concentradas principalmente na proteção e no acolhimento das vítimas. Com a nova redação, a legislação passa a reconhecer a educação, a qualificação profissional e a empregabilidade como instrumentos importantes para a reconstrução da vida dessas mulheres.

A expectativa é que as futuras iniciativas contribuam para ampliar oportunidades de geração de renda e reduzir situações de dependência econômica, fator frequentemente apontado como um dos obstáculos para o rompimento de ciclos de violência.

Implementação ainda depende de regulamentação

Embora a lei já esteja em vigor, o texto não estabelece como os programas serão colocados em prática. Questões como critérios de participação, número de vagas, prazos de implantação e formas de acompanhamento das beneficiárias ainda deverão ser definidas pelos órgãos responsáveis.

A efetividade da medida também dependerá da articulação entre diferentes áreas do poder público, incluindo educação, assistência social, segurança pública e políticas de emprego e renda.



Fonte: Google Notícias

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