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REGIÃO

Crise de meia-idade

Guerra: a glorificação da violência
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Dias atrás, a Time publicou a interessante matéria “Esqueça a crise de meia-idade. Pode ser o seu capítulo mais feliz”, que pode ser lida on-line e que farei uma pequena sinopse.

A crise da meia-idade é crida acontecer para quase todos entre 40 e 60 anos. A pessoa tem a percepção de que já viveu metade da vida. É quando se faz um balanço sobre realizações, fracassos e sonhos não cumpridos. E provoca mudanças de comportamento, desde cuidar mais da aparência até trocar de carreira ou buscar novos relacionamentos. E a sensação de que o futuro é mais curto pode levar a decisões mais ousadas (e descuidadas).

O termo “crise de meia-idade” foi cunhado em um artigo de 1965 do psicanalista e cientista social Elliot Jacques, mas “meia-idade” e “crise” nunca foram bem definidas. O que se considera uma crise de meia-idade varia amplamente, desde doenças até divórcios e angústia, e crises semelhantes acontecem em outras fases da vida com aproximadamente a mesma taxa.

Em um estudo de 2000, até 20% dos americanos relataram espontaneamente uma crise de meia-idade, embora não esteja claro como essa taxa se aplica às pessoas de meia-idade hoje. Os pesquisadores normalmente estudam a meia-idade dos 40 aos 65 anos, um período amplo que clama por subcategorias, conforme Hollen Reischer, psicóloga clínica da Universidade de Buffalo.

Mas estudos mais recentes desafiaram a universalidade da crise de meia-idade. Muitas pessoas nessa fase sofrem angústia, mas ela é moldada por pressões sociais e econômicas, não por um declínio inevitável relacionado à idade. E muitas outras experimentam o oposto. Os pesquisadores afirmam que esse período frequentemente coincide com picos de autoaceitação e satisfação nos relacionamentos.

Por mais comum que seja associar a meia-idade à crise e a uma marcha desleixada do jovem ao velho, a meia-idade é, na verdade, muito mais do que isso; é um período rico em desenvolvimento com seus próprios “interesses e aspirações únicos”, diz Reischer.

Enomistas de Dartmouth descobriram que, por volta dos 40 anos, as pessoas relatavam o pior bem-estar, formando o fundo do U, da curva, em comparação com idades mais jovens e mais velhas. Posteriormente, no entanto, pesquisadores da Universidade de Alberta no Canadá e da Universidade Brandeis adotaram outra abordagem. Em vez de comparar pessoas diferentes em idades diferentes, eles analisaram pesquisas que acompanhavam as mesmas pessoas ao longo dos anos da meia-idade para ver como sua felicidade mudava com o tempo.

Em um estudo recente de Kira Birditt, professora pesquisadora do Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan, pessoas na meia-idade relataram sentir-se menos estressados e sobrecarregados do que adultos mais jovens. Pesquisas recentes sugerem que os adultos jovens estão cada vez mais infelizes.

*Mario Eugenio Saturno é tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, pós-graduando em Patrística pela UniItalo e congregado mariano.

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Fonte: Google Notícias

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